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Tabagismo reduz fertilidade e pode impactar tratamentos como a FIV, alerta especialista da Huntington

Cigarros eletrônicos também oferecem riscos: nicotina e outras toxinas afetam a produção de óvulos e espermatozóides, dificultando a gestação natural e por reprodução assistida

MARIA DOMINGOS
27/10/2025 10h57 - Atualizado há 1 mês

Tabagismo reduz fertilidade e pode impactar tratamentos como a FIV, alerta especialista da Huntington
Freepik
São Paulo, outubro de 2025 – Engravidar pode ser um desafio para muitos casais, e alguns hábitos do dia a dia, como o consumo de cigarros, podem dificultar ainda mais esse processo. O tabagismo está diretamente associado à queda na fertilidade de homens e mulheres, podendo até comprometer os resultados de tratamentos de reprodução assistida, como a Fertilização In Vitro (FIV). O alerta se torna ainda mais urgente diante do recente crescimento de 25% no número de fumantes no Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde. Pela primeira vez desde 2007, o país registrou uma alta significativa no consumo de cigarros, acendendo um sinal vermelho para autoridades de saúde, que agora reforçam campanhas para conscientizar especialmente os jovens sobre os riscos do tabaco, entre eles, os impactos na saúde reprodutiva.

Além dos cigarros convencionais, os dispositivos eletrônicos, popularizados entre os mais jovens, também trazem riscos. Um levantamento publicado pelo Hospital das Clínicas de São Paulo mostra que as substâncias presentes nos vapes — como nicotina, solventes e aromatizantes — têm potencial tóxico para as células reprodutivas, podendo prejudicar a função ovariana e o processo de espermatogênese. Segundo a Anvisa, o consumo de cigarros eletrônicos cresceu 600% nos últimos seis anos e já soma cerca de 3 milhões de usuários no Brasil,  número que acendeu o alerta entre especialistas em reprodução assistida.

“A ideia de que o cigarro eletrônico é menos nocivo é falsa. Essas substâncias alteram o ambiente hormonal, afetam a morfologia dos gametas e prejudicam a implantação embrionária. Para quem deseja engravidar, abandonar o cigarro, seja qual for o tipo, é fundamental”, afirma a Dra. Thais Domingues, ginecologista especialista em Reprodução Humana da Huntington Medicina Reprodutiva.

 

Impactos no corpo feminino: reserva ovariana e riscos gestacionais

Nas mulheres, o tabagismo acelera a perda da reserva ovariana e antecipa a menopausa. Também aumenta a resistência ao hormônio folículo-estimulante (FSH), essencial para a maturação dos folículos e ovulação. Isso faz com que, mesmo em tratamentos de reprodução assistida como a FIV, a resposta do organismo seja menor do que a esperada.

“O fumo compromete não só a quantidade, mas também a qualidade dos óvulos. Isso reduz as chances de fecundação, aumenta os riscos de falhas de implantação e eleva a taxa de abortos espontâneos”, explica a Dra.

Além disso, o tabagismo está associado a complicações durante a gravidez, como descolamento prematuro da placenta, parto prematuro e restrição de crescimento fetal.

 

Tabagismo e fertilidade masculina: espermatozóides menos saudáveis

Nos homens, o cigarro afeta diretamente a espermatogênese. Estudos apontam que fumantes têm menor volume seminal, redução na concentração de espermatozoides, menor motilidade e maior número de alterações morfológicas. A presença de toxinas no organismo também pode gerar fragmentações no DNA dos espermatozoides, fator que afeta a qualidade do embrião gerado, mesmo em técnicas de FIV com injeção intracitoplasmática (ICSI).

“A fragmentação do DNA espermático pode comprometer o desenvolvimento embrionário e dificultar a progressão da gestação, mesmo quando a fertilização ocorre em laboratório”, reforça a Dra.

 

Cessar o tabagismo é passo essencial para quem deseja engravidar

A recomendação da especialista é clara: homens e mulheres que desejam engravidar devem parar de fumar o quanto antes, idealmente, com pelo menos três meses de antecedência ao início dos tratamentos. Esse tempo permite que o organismo recupere parte da sua função reprodutiva, melhorando as taxas de sucesso da FIV e aumentando as chances de uma gestação saudável.

Além da suspensão do tabagismo, a clínica orienta casais a adotarem um estilo de vida equilibrado, com alimentação saudável, prática de exercícios físicos e controle do estresse. Em paralelo, é fundamental realizar uma avaliação médica individualizada para entender os impactos do estilo de vida na fertilidade e, se necessário, iniciar o tratamento de reprodução assistida no momento adequado.

 

Sobre a Huntington Medicina Reprodutiva

A Huntington atua há 30 anos como especialista em medicina reprodutiva, sendo nacionalmente reconhecida pela excelência médica, pioneirismo e inovação para ofertar aos pacientes tratamentos com critérios internacionais de qualidade.

Os procedimentos são para tratamento de infertilidade masculina, feminina e do casal divididos em aconselhamento genético, coito programado, congelamento de óvulos, doação de gametas, tratamento de endometriose, espermograma, fertilização in vitro, inseminação intrauterina, oncofertilidade, tecnologia time-lapse e procedimentos para casais homoafetivos.

Atualmente, a Huntington faz parte do Grupo Eugin, referência mundial em reprodução assistida. São mais de 1500 profissionais e 30 clínicas ao redor do mundo, em 9 países.


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MARIA FERNANDA ESPINOSA DOMINGOS
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