A adoção de tecnologia no combate à dengue tem demonstrado impactos diretos nas contas públicas e na eficiência da gestão municipal. Levantamento da Aero Engenharia, empresa responsável pelo programa Techdengue, indica que a prevenção tecnológica pode custar até 28 vezes menos que o tratamento de surtos da doença, considerando despesas com internações, medicamentos e ações emergenciais.
Com drones de alta precisão e uma plataforma de inteligência de dados, o Techdengue permite aos gestores públicos mapear áreas críticas, aplicar larvicidas de forma direcionada e acompanhar os resultados em tempo real. Segundo o CEO da Aero Engenharia, Cláudio Ribeiro, a ferramenta propõe uma mudança na lógica de gestão da saúde pública. “Ao invés de reagir aos surtos, queremos antecipar os riscos. Quando o município atua antes da proliferação do mosquito, ele protege vidas e otimiza recursos. A tecnologia oferece informações confiáveis para decisões baseadas em evidências”, afirma.
Os resultados obtidos em municípios mineiros mostram o potencial econômico e sanitário do modelo. Em Matozinhos (MG), após a implementação do Techdengue em pouco mais de um quarto da área urbana, a redução dos focos do mosquito chegou a 99,29%. O impacto refletiu diretamente nos cofres públicos: para cada R$ 1 investido, estima-se uma economia de R$ 28,60 ao Sistema Único de Saúde (SUS), evitando internações e tratamentos de casos graves.
De acordo com Cláudio, a diferença entre os custos de prevenção e os gastos gerados durante epidemias é significativa. “Um surto de dengue pode multiplicar as despesas municipais com saúde em questão de semanas. Já as ações preventivas baseadas em tecnologia representam um investimento previsível e escalável, que reduz a necessidade de respostas emergenciais”, explica.
Atualmente, o Techdengue já alcançou mais de 150 mil hectares mapeados e 600 municípios atendidos no Brasil. Em campo, a aplicação do larvicida pelos drones atinge eficácia superior a 95%, com dispensers inteligentes capazes de identificar depósitos fora do alcance visual dos agentes, como lajes e caixas d’água elevadas. Os dados gerados são processados por uma plataforma de Business Intelligence, que fornece relatórios técnicos e mapas interativos para orientar as ações locais.
Segundo Ribeiro, essa integração de dados e operação em campo é o que sustenta o ganho econômico observado. “A economia acontece porque os municípios passam a agir com base em dados, priorizando as áreas que realmente precisam de intervenção. É uma nova forma de gerir a saúde pública, com foco em resultados mensuráveis e uso racional dos recursos”, completa.
A experiência tem consolidado o Techdengue como referência em inovação aplicada à vigilância epidemiológica. Para a Aero Engenharia, o avanço da tecnologia na saúde pública representa não apenas modernização, mas uma estratégia concreta de gestão preventiva e econômica, com benefícios diretos para a população e para o orçamento municipal.
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RACHEL WARDI LOPEZ
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