Mulheres desconhecem fatores de risco para o coração e demoram para procurar atendimento por minimizar sintomas de um infarto
Palestra da SOCESP visa levar mais informações sobre prevenção às cidades que integram o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê e Região (CONDEMAT+)
JOSé LUCHETTI
27/10/2025 10h41 - Atualizado há 1 mês
Maria Cristina Izar, presidente da SOCESP
A cada 12 minutos uma mulher morre por infarto, a cada 10 por acidente vascular cerebral (AVC) e apesar de as doenças cardiovasculares (DCVs) serem a principal causa de óbitos entre mulheres no Brasil — responsáveis por cerca de 35% das mortes femininas anuais — o conhecimento sobre prevenção e sintomas ainda é alarmantemente baixo. Um estudo* publicado na Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) revelou que apenas 6,7% das mulheres reconhecem o papel da alimentação saudável e da atividade física na prevenção dessas doenças. Em contrapartida, 71,2% identificam o tabagismo e 66,3% o histórico familiar como fatores de risco, mas muitas acreditam que o uso de medicamentos é suficiente para garantir proteção. “O estilo de vida é a ferramenta mais poderosa para proteger o coração”, reforça a presidente da SOCESP, Maria Cristina de Oliveira Izar, que estará presente em Arujá para falar sobre o tema “Doença isquêmica na mulher: por que é diferente?” no 3º Fórum Regional de Mulheres – Vozes que Transformam, uma parceria da SOCESP com o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê e Região (CONDEMAT+). A cardiologista destaca que o problema vai além da falta de informação: “As mulheres demoram mais para procurar atendimento porque seus sintomas são muitas vezes sutis — cansaço constante, ansiedade, suor frio ou dor leve nos braços — e acabam negligenciados tanto por elas quanto pelos profissionais de saúde.” De fato, o estudo publicado na Revista da SOCESP aponta que apenas 57,7% das entrevistadas reconhecem o cansaço constante como sinal de problema cardíaco, e quase metade apresenta sobrepeso ou obesidade, condição que aumenta o risco de morte cardiovascular em até 2,8 vezes. O cenário é agravado por fatores específicos do universo feminino: síndrome dos ovários policísticos, complicações gestacionais, menopausa precoce e doenças autoimunes elevam o risco de infarto e AVC. Com a menopausa, por exemplo, a queda do estradiol elimina a proteção natural do coração, aumentando a vulnerabilidade a hipertensão e aterosclerose. A SOCESP, por meio do programa SOCESP Mulher, atua para mudar esse quadro, promovendo campanhas, palestras e conteúdos educativos sobre a cardiologia feminina. “Informação é prevenção — e prevenção salva vidas”, completa Maria Cristina Izar. O Fórum Regional de Mulheres – Vozes que Transformam ocorre em um momento simbólico, em que a saúde e o protagonismo feminino são celebrados em toda a região do Alto Tietê. . A palestra da Dra. Maria Cristina promete unir ciência, empatia e conscientização em um encontro inspirador. Data: 29 de outubro (quarta-feira) Horário: A partir das 18h Local: Nippon Country Club – Arujá Inscreva-se: https://forms.gle/2jWe3gQgVJE4sgND6 Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
JOSE ROBERTO LUCHETTI
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FONTE: SOCESP