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Varejo brasileiro projeta retração de 1,25% no quarto trimestre de 2025, aponta estudo IBEVAR-FIA Business School

Moda e farmácia resistem à crise, enquanto bens duráveis sofrem com juros altos e inadimplência crescente

IMPRENSA FIA
23/10/2025 13h25 - Atualizado há 1 mês
Varejo brasileiro projeta retração de 1,25% no quarto trimestre de 2025, aponta estudo IBEVAR-FIA Business
Pexels

O Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR), em parceria com a FIA Business School, divulga hoje suas projeções para o desempenho do varejo ampliado no quarto trimestre de 2025. O estudo aponta retração de 1,25% em comparação ao mesmo período de 2024, com o setor enfrentando um cenário de juros elevados (58,44% a.a. para pessoas físicas) e inadimplência projetada em 7,10% para dezembro. 

Apesar do ambiente desafiador, o relatório identifica oportunidades pontuais. O segmento de tecidos, vestuário e calçados lidera as projeções positivas com crescimento esperado de 8%, impulsionado pela sazonalidade de fim de ano. Artigos farmacológicos e perfumaria também demonstram resiliência, com alta projetada de 4,30%. 

"O consumidor brasileiro está redefinindo prioridades em um contexto de crédito restrito e inflação persistente. Observamos uma clara migração do consumo para itens essenciais e compras planejadas, especialmente no período de festas’’, afirma Claudio Felisoni presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School.  

Setores mais impactados 

O estudo revela que bens duráveis e categorias ligadas ao crédito enfrentam as maiores dificuldades. Livros, jornais e papelaria lideram as quedas com retração projetada de 10,58%, seguidos por móveis e eletrodomésticos (-3,45%), combustíveis (-3,44%) e automóveis (-2,54%). 

O professor da FIA Business School e coordenador da pesquisa, Nuno Manoel Martins Dias Fouto, destaca: "A redução do prazo médio de concessões de crédito para 38,25 meses, combinada com taxas de juros recordes, criou um ambiente particularmente desafiador para produtos de maior ticket médio." 

As projeções baseiam-se em modelos econométricos que consideram variáveis como massa de rendimento real (crescimento de 5,35%), taxa de juros, volume de concessões de crédito e inadimplência. 


Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
TARSIANE DE SOUSA SANTOS
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