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Novo decreto sobre educação inclusiva exige debate sobre práticas baseadas em evidências, alerta especialista

Duas novas unidades serão inauguradas em São Paulo nos primeiros dias de novembro atendendo uma demanda por práticas esportivas que privilegiam experiências sensoriais

PAULO ROBERTO DO AMARAL
23/10/2025 12h02 - Atualizado há 1 mês

Novo decreto sobre educação inclusiva exige debate sobre práticas baseadas em evidências, alerta especialista
Pixabay

O recente decreto do governo federal nº12.686/2025 que determina, além de outras coisas, que todos os estudantes com deficiência devem estar matriculados em salas de aula regulares reacende o debate sobre os limites e possibilidades da educação inclusiva no Brasil. Esse Decreto revoga o decreto nº 7.611/2011. Para Renata Gonzalez Cecato Haddad, pedagoga, neuroeducadora, neuropsicopedagoga e fundadora da Pluralità Assessoria Educacional e Inclusiva, a medida, precisa ser acompanhada de uma discussão profunda sobre o que realmente funciona para cada criança e o que se entende verdadeiramente sobre inclusão. 

 

“O desafio de colocar todos na mesma sala é que nem sempre isso funciona bem. Cada criança tem necessidades diferentes, o que na teoria é incluir, muitas vezes na prática, é exatamente o contrário, é exclusão. A sociedade tem, muitas vezes uma ideia errada de inclusão. A inclusão não é igualdade, e sim, equidade. Colocar todos juntos, sem o apoio certo, definitivamente não é a melhor solução”, afirma. 

 

Renata, além de especialista na área, é mãe de uma criança com desenvolvimento atípico. Esta vivência pessoal, somada às suas credenciais acadêmicas – é mestranda em Neurociência e especialista em Neuroeducação, Neuropsicopedagogia e Educação Especial Inclusiva –, confere à profissional uma visão única sobre o tema: a capacidade de traduzir a teoria em práticas aplicáveis, com empatia e acolhimento. 

 

A especialista destaca que a existência de salas e escolas especializadas não deve ser vista como segregação, mas como uma alternativa legítima e, em muitos casos, necessária. “Em caso de deficiências severas, existem salas e escolas com professores treinados especialmente para trabalhar com esse tipo de público. Esses lugares têm recursos, materiais e profissionais preparados. Isso não é ruim ou segregação. É uma forma de dar o que cada criança realmente precisa para se desenvolver da melhor maneira possível.”, pontua Renata. 

 

“Uma educação boa de verdade precisa respeitar as diferenças. Não é só colocar todo mundo junto. É preciso dar o apoio certo para cada um. A prática mostra que algumas crianças aprendem melhor em ambientes especializados. Outras se desenvolvem bem na escola comum. O importante é escolher o que funciona para cada criança, levando em consideração suas especificidades.” defende a especialista. 

 

Renata Haddad ressalta que a Pluralità trabalha justamente nesta lacuna: oferece formação continuada para professores, atendimento clínico multidisciplinar e consultoria para escolas que buscam implementar práticas inclusivas baseadas em evidências. “Não se trata de ser contra a inclusão. Pelo contrário. Trata-se de defender uma inclusão real, que funcione de verdade, que respeite a individualidade de cada criança e que ofereça os recursos necessários para que todos possam aprender e se desenvolver plenamente”, conclui. 

 

A discussão sobre o novo decreto deve continuar nos próximos meses, envolvendo educadores, famílias, especialistas e gestores públicos. Para Renata, o mais importante é que "esse debate seja pautado pela ciência, pela escuta das famílias e, acima de tudo, pelo melhor interesse das crianças", finaliza. 

 

 

Sobre Renata Haddad  

Renata Haddad é pedagoga, Neuroeducadora, Neuropsicopedagoga, especialista em educação inclusiva, analista do comportamento, mestranda em Neurociência. É diretora clínica e idealizadora da Pluralità, clínica multidisciplinar e assessoria em educação inclusiva - área voltada para a capacitação de professores e gestores escolares em inclusão escolar. É palestrante com experiência em planejamentos, monitoria e orientação de alunos. É responsável ainda pela elaboração de atividades interdisciplinares e desenvolvimento e implementação de projetos educacionais e pedagógicos. 

 

Instagram: 

https://www.instagram.com/renata_c_haddad/ 

 

 

Sobre a pluralità  

A Pluralità Assessoria Educacional e Inclusiva, fundada e dirigida pela pedagoga, neuroeducadora e neuropsicopedagoga Renata Gonzalez Cecato Haddad, é uma empresa especializada em formação de profissionais, atendimento clínico multidisciplinar e consultoria escolar voltada para a educação inclusiva. Com sede em São Paulo (Ipiranga), a Pluralità oferece uma solução integrada e única no mercado brasileiro: une a formação continuada de educadores, o atendimento terapêutico individualizado e a assessoria para implementação de práticas inclusivas em escolas públicas e privadas.  

 

Os serviços da Pluralità incluem cursos de formação continuada para professores e gestores escolares, com foco em Transtorno do Espectro Autista (TEA), desenvolvimento de funções executivas, elaboração de Planos Educacionais Individualizados (PEI/PDI) e estratégias de inclusão baseadas em evidências científicas.  

 

A pluralità oferece também atendimento clínico multidisciplinar com psicologia, fonoaudiologia, terapia ABA, terapia ocupacional, psicopedagogia, neuropsicopedagogia e orientação familiar. Na consultoria, apoia escolas na adequação de espaços, formação de equipes e implementação de políticas inclusivas eficazes. 

 

Instagram:  

https://www.instagram.com/pluralitaassessoria/ 


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GABRIEL MENEZES DE ALMEIDA
[email protected]


FONTE: Pixabay
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