O Dia da Filantropia, comemorado em 20 de outubro, é um convite à reflexão sobre o poder transformador das doações. Longe de ser um gesto de solidariedade, o engajamento em causas sociais vem ganhando forças mais estruturadas e estratégicas, voltadas à geração de impacto social duradouro.
De acordo com a Pesquisa Doação Brasil 2024, o volume de doações de pessoas físicas no país alcançou R$ 24,3 bilhões, um salto expressivo de 64,2% em relação aos R$ 14,8 bilhões registrados em 2022, já corrigidos pela inflação, sendo o maior valor desde o início da série histórica.
O estudo ainda mostra que as principais causas apoiadas em 2024 foram o combate à fome e a assistência social (53%), seguidas de saúde (23%), proteção animal (15%), educação (4%), meio ambiente (3%) e cultura (2%). O perfil do doador também vem mudando: homens e mulheres doam em proporções semelhantes, e a faixa etária entre 30 e 49 anos concentra a maior parte das contribuições.
Ao ampliar o olhar para essa pauta e trazer a sua devida importância, as empresas não apenas fortalecem sua responsabilidade social, mas também promovem transformações reais, contribuindo para uma sociedade mais justa, com oportunidades para todas as pessoas.
O impacto que transforma vidas
Entre os exemplos de como a filantropia se concretiza em resultados positivos está o Instituto Jô Clemente (IJC), Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que promove saúde, qualidade de vida e inclusão para pessoas com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Doenças Raras.
A Instituição realiza cerca de 300 mil atendimentos por ano com projetos voltados à saúde, educação, inclusão profissional e assistência social. Em 2024, cerca de três mil crianças, adolescentes e familiares foram beneficiados por suas iniciativas.
O trabalho também existe na parte do voluntariado com cerca de 170 pessoas e nove empresas que integram o Programa de Voluntariado Corporativo Inclusivo, estimulando ações de engajamento e responsabilidade social.
“A filantropia é o fio condutor que conecta a engajamento social a uma transformação sustentável. No IJC, mostramos que cada doação, cada parceria e cada hora de voluntariado geram impacto direto, porém ainda há muito a ser feito, as empresas tem que ter escuta também para a pauta da deficiência e suas interccionalidades”, afirma Priscilla de Arruda Camargo, Gerente de Captação de Recursos, Marketing e Comunicação do Instituto Jô Clemente (IJC).
Para fazer uma doação ao Instituto, é só clicar aqui.
Desafios no horizonte
O avanço da cultura de doação no Brasil, entretanto, ainda enfrenta barreiras, como a desconfiança nas Instituições e a falta de incentivos fiscais mais amplos. Segundo o IDIS - Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, 49% dos brasileiros já deixaram de doar após ouvir notícias negativas sobre uma Organização, reforçando a importância da transparência e da governança.
"Cada doação tem o poder de transformar vidas, e é a governança e a reputação que garantem esse potencial. Instituições como o IJC provam que o investimento social, quando bem estruturado, converte doação em oportunidade ao próximo. Ver pessoas com Deficiência Intelectual e Autismo conquistando autonomia é a maior prova de que a filantropia não é despesa, mas sim o investimento social mais rentável que podemos fazer”, finaliza Priscilla.
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SARAH ABRÃO CARDOSO
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