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Global Pays quer fazer do Brasil o novo hub mundial de consumo para pequenos empresários

Fintech fundada por brasileiros nos EUA aposta na internacionalização das PMEs e no avanço do comércio digital entre América do Norte e América Latina

PEDRO SENGER
23/10/2025 00h50 - Atualizado há 1 mês
Global Pays quer fazer do Brasil o novo hub mundial de consumo para pequenos empresários
Divulgação

O comércio internacional vive um momento de reconfiguração profunda. A digitalização acelerada, somada ao fortalecimento das economias emergentes, vem deslocando o eixo de consumo global em direção ao Sul. Nesse cenário, o Brasil desponta como um novo centro estratégico para o fluxo de compras digitais — e uma porta de entrada essencial para pequenos e médios empresários estrangeiros que desejam expandir sua base de clientes na América Latina.

Quem aposta nessa virada é a Global Pays, fintech americana criada por empreendedores brasileiros, que vem simplificando o acesso de PMEs internacionais ao consumidor brasileiro. A empresa desenvolveu uma plataforma que permite transações instantâneas, conversão automática de moeda e liquidação cambial legalizada, sem que o empresário precise abrir empresa ou conta no Brasil. "A nova fronteira do comércio global não é feita por multinacionais, mas por pequenos negócios digitais que vendem para o mundo. O Brasil é o mercado ideal para essa revolução", afirma Maristela Lucas, Co-founder & Marketing Specialist da Global Pays.

De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o comércio eletrônico entre América Latina e Estados Unidos movimentou US$ 111 bilhões em 2024, e deve ultrapassar US$ 200 bilhões até 2028, impulsionado por exportações digitais de serviços criativos, consultorias e turismo. Nesse contexto, o Brasil representa 47% de todo o consumo online da região, segundo relatório da eMarketer, o que o posiciona como epicentro de demanda para pequenos empresários estrangeiros.

Maristela explica que o público brasileiro é especialmente estratégico por unir tamanho, digitalização e poder de compra crescente. "Mais de 80% dos brasileiros já fazem pagamentos digitais, e o país tem uma das maiores penetrações de smartphones do mundo. Isso cria um ambiente fértil para empresas globais venderem direto ao consumidor — sem intermediários e sem complexidade bancária", afirma.

Estudos da OCDE reforçam o fenômeno: 63% das pequenas empresas internacionais que expandiram para a América Latina nos últimos três anos escolheram o Brasil como primeiro destino, principalmente por sua infraestrutura digital, sistema financeiro avançado e população economicamente ativa acima de 110 milhões de pessoas.

A Global Pays aproveitou essa conjuntura para criar um modelo voltado ao pequeno empreendedor global. Sua tecnologia permite o recebimento em dólar, euro ou libra, enquanto o cliente brasileiro paga em reais via Pix, boleto ou cartão de crédito. O câmbio é automático, o repasse é feito em até 24 horas e a operação segue normas do Banco Central do Brasil e do FinCEN, nos Estados Unidos. "Nosso propósito é permitir que qualquer empresa, de qualquer porte, venda para brasileiros como se estivesse operando no país, mas com a segurança de uma estrutura internacional", detalha Maristela.

Além da tecnologia, a fintech se destaca por sua abordagem de inclusão financeira internacional. Mais de 60% das empresas cadastradas na plataforma são pequenos negócios ou profissionais autônomos — como consultores, agências digitais, escolas de idiomas e criadores de conteúdo — que nunca haviam atuado fora de seus países de origem.

Segundo o Relatório Mastercard Borderless Payments 2024, 45% dos empreendedores globais pretendem expandir suas vendas para a América Latina nos próximos dois anos, e 70% deles apontam o Brasil como prioridade de mercado. O desafio, segundo o estudo, é a falta de infraestrutura para receber pagamentos locais — lacuna que empresas como a Global Pays vêm preenchendo.

"Empreendedores dos EUA, Canadá e Europa estão descobrindo que podem vender para o Brasil com a mesma facilidade que vendem dentro de seus países. Isso reposiciona o Brasil no mapa do consumo global e dá às PMEs a chance de competir de igual para igual com grandes marcas", explica Maristela.

Com crescimento médio de 25% ao mês desde o lançamento, a fintech agora prepara sua expansão para Europa, Canadá e México, com o objetivo de conectar todo o continente americano em uma única rede de pagamentos. "O comércio internacional do futuro será descentralizado, ágil e inclusivo. E o Brasil, com seu tamanho e maturidade digital, está no centro desse novo jogo", conclui Maristela Lucas.









 

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PEDRO GABRIEL SENGER BRAGA
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