Em um cenário em que os orçamentos das empresas estão cada vez mais sob pressão, gestores de marketing buscam soluções que combinem impacto, custo controlado e medição de resultados. Nesse contexto, a estratégia de panfletagem vem sendo revitalizada e quando associada às ferramentas digitais, surge como uma solução estratégica para quem precisa de alcance rápido e local.
Dados recentes mostram que no Brasil, 86,2% da população de 212 milhões utiliza a internet no começo de 2025. Além disso, o gasto com publicidade digital no país alcançou cerca de US$10,3 bilhões (56,5% do total de investimentos em mídia) em 2025.
Segundo Pedro Ferreira Faioli, CEO da Empresa de Panfletagem – Expo Distribuição, “a integração de mídia impressa com mídia social permite alcançar bairros inteiros e em seguida ativar o público via celular e rede social”. Ele aponta que, por exemplo, uma campanha bem segmentada com distribuição de panfleto em zonas de grande circulação pode ser imediatamente seguida por anúncios de remarketing digital focados nos mesmos CEPs.
Estudos de mercado reforçam que o segmento especializado de distribuição de panfleto está projetado para crescimento global nos próximos anos com o relatório “Flyer Distribution Service” apontando forte demanda por métodos como door-to-door e street distribution em 2025. Para empresas que atuam localmente, esse tipo de abordagem permite contato direto com consumidor, complementando o alcance digital que costuma ser mais amplo, mas menos segmentado geograficamente.
Para um diretor de marketing que pensa em ativação local, a tática ganha relevância: ao realizar panfletagem no ponto fixo em eventos, feiras ou centros comerciais, pode-se colher contatos físicos e depois transformá-los em leads digitais. O uso de códigos QR ou landing pages específicas ajuda a medir e analisar o retorno da ação.
Ademais, campanhas que mesclam panfletagem porta a porta em regiões residenciais e anúncios geolocalizados nas redes sociais permitem cruzar dados: quantos moradores viram o impresso, quantos interagiram no digital e quantos converteram em visita ou compra. Essa visão híbrida física + digital ainda é pouco explorada por empresas que se convencem de que “tudo é digital”.
Para que essa estratégia funcione, a logística da panfletagem no farol ou em locais de grande trânsito deve estar alinhada com a segmentação digital posterior: definir os bairros, horários, perfis demográficos adequados, e combinar com playlists de mídia social que atinjam o mesmo público. Faioli recomenda começar com um mapa de calor de circulação, “para que o folheto chegue antes da mídia digital disparar”, segundo suas palavras.
Para gestores que buscam uma solução econômica que una impacto local direto com escala digital, a junção dessas frentes se apresenta como alternativa viável e diferenciada no mix de marketing. À medida que os canais digitais continuam crescendo com mais de 144 milhões de perfis de redes sociais ativos em 2025 no Brasil. As ações físicas não devem ser descartadas: ao contrário, podem servir de base sólida para engajar e ativar públicos numa abordagem omnicanal.
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Renan Rodrigues de Souza
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