Treze anos após a morte de Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr., novas declarações voltaram a chamar a atenção dos fãs e reacenderam o interesse sobre os últimos momentos de vida do cantor.
Em entrevista ao podcast Snider Cast, no YouTube, Luiz Augusto Romani, que participou das investigações do caso e foi uma das primeiras pessoas a entrar no apartamento do artista após sua morte, compartilhou detalhes até então pouco conhecidos sobre o estado emocional do músico nos dias que antecederam a tragédia.
Segundo Romani, Chorão enfrentava um período de intenso sofrimento emocional. Durante a conversa, o delegado afirmou que o cantor teria apresentado sinais de um forte desequilíbrio psicológico e, em um suposto surto, chegou a mutilar um dos próprios dedos.
Relembre o caso
Chorão morreu em 6 de março de 2013, aos 42 anos, e foi encontrado sem vida em seu apartamento no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.
Na época, o caso foi investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que concluiu posteriormente que a causa da morte foi uma overdose de cocaína, sem indícios de participação de terceiros.
A morte do cantor comoveu fãs em todo o Brasil e marcou o fim de uma das carreiras mais importantes do rock nacional.
O relato do delegado
Durante o bate-papo no Snider Cast, Luiz Augusto Romani também relembrou o momento em que soube da morte do artista.
Segundo ele, a notícia chegou ainda durante a madrugada, quando dois homens entraram no local onde ele trabalhava para informar que o vocalista do Charlie Brown Jr. havia sido encontrado morto.
O delegado descreveu o impacto da informação e relembrou a atuação da equipe durante as primeiras horas da investigação, destacando que o caso mobilizou profissionais da polícia e despertou grande comoção nacional.
Mesmo passados 13 anos, a morte de Chorão continua sendo lembrada pelos fãs e frequentemente volta ao debate por meio de novos relatos e entrevistas de pessoas que acompanharam de perto as investigações.

