Conheça a trajetória do ator multifacetado Pedro Terra, que assume o protagonismo no curta-metragem “Ainda que seja festa”

Com passagens pela televisão, cinema internacional e streaming, o ator celebra seu primeiro papel protagonista em projeto apoiado pela Conspiração Filmes, produtora responsável pelo sucesso "Ainda Estou Aqui".

Pedro Terra
Lucas Gatto

O ator preto e carioca Pedro Terra, de 23 anos, é o reflexo de uma nova geração de artistas que movimentam o audiovisual brasileiro com dinamismo e autenticidade. Criado na Zona Norte do Rio de Janeiro, Pedro vive seu primeiro protagonista no curta-metragem “Ainda que seja festa”, escrito e dirigido por Nibya Gusmão, projeto que conta com apoio institucional da Conspiração Filmes, produtora responsável por “Ainda Estou Aqui”. Com uma bagagem que já inclui trabalhos na TV Globo, Record e em grandes plataformas de streaming como Disney+, Amazon Prime e Netflix, o artista, também cantor e multi-instrumentista, celebra o novo momento da carreira.

Essa sólida caminhada no mercado começou cedo, aos 9 anos de idade, quando ele ingressou no teatro na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), dedicando-se posteriormente ao Teatro do Oprimido por longos anos. A decisão definitiva de trabalhar profissionalmente como ator se deu em 2022 por meio de uma ponte inusitada: o parkour. Sendo um dos principais nomes da modalidade do país, Pedro foi convidado para ser o dublê de ação do protagonista Paulo Lessa na novela “Cara e Coragem”, da TV Globo. Vivenciar a rotina do set e observar de perto grandes referências da dramaturgia transformou seus objetivos de vez, conforme ele mesmo relembra: “Nessa época, lembro de ter ficado deslumbrado com a atuação dele e da Taís Araújo. Decidi retomar os estudos a partir desse dia”.

Desde então, expandiu seu repertório transitando com facilidade por diferentes gêneros. Na televisão, integrou o elenco da novela “Volta por Cima” na TV Globo, sob a direção de André Câmara e marcou presença no humor de “Cine Holliúdy 2”, ao lado de Lorena Comparato. No streaming, mostra sua versatilidade ao viver o complexo vilão Lucas Silva no longa “Sala 66”, disponível em breve na Amazon Prime. No Globoplay participou de produções como “A Divisão”, onde que compartilhou cenas com Roberta Rodrigues e Silvio Guindane; e “Veronika com K”, série que estreia ainda este ano e que o ator dá vida ao personagem Vasco. Além disso, traz no currículo uma experiência internacional sob a direção dos Irmãos Russo (de Vingadores), gravada na favela de São Carlos, onde exercitou o preparo técnico ao contracenar com efeitos especiais que se tornariam robôs gigantes na edição.

O primeiro protagonista

Todo esse amadurecimento e dedicação profissional o conduziram diretamente ao protagonismo de “Ainda que seja festa”. No curta-metragem, ele interpreta Gabriel, um jovem que planeja perder a virgindade com a namorada no dia de sua festa de 20 anos na laje e, em meio aos seus planos atrapalhados, chega a fingir que uma operação policial na comunidade vizinha faz parte da decoração do evento. O convite para o projeto partiu do próprio produtor de elenco, que pensou em Pedro imediatamente ao ler o roteiro por causa de seu tempo de comédia refinado.

Sobre a importância desse trabalho em sua história e a vivência do protagonista, ele não esconde o impacto: “O processo de criação do personagem tanto na preparação de elenco quanto meu processo sozinho em casa, foi muito especial. Foi lindo descobrir de pouquinho em pouquinho quem era esse menino, construir a relação dele com a namorada, com a mãe, com os amigos… Esse projeto definitivamente mudou minha vida como ator e como pessoa também”.

As filmagens intensas geraram laços de profunda cumplicidade com os atores Laryssa das Núpcias e Gabriel Luiz, além de exercícios propostos pelo preparador de elenco que o engrandeceram como artista e ser humano. “O Gabriel Luiz virou um grande amigo. Criamos uma relação muito íntima, que vai ficar nítida para o espectador. Foi maneiro também trabalhar com a Laryssa das Núpcias, que é meu par romântico. A gente criou uma relação carinhosa e trocamos muito sobre o que era confortável para cada um. Acredito que toda a troca que tivemos contribuiu para que as relações entre os personagens fossem bastante críveis”, conta Pedro.

Com planos para estrear nos cinemas e circular por importantes festivais nacionais e internacionais, o filme traz uma estética minuciosamente brasileira. A expectativa para a estreia é alta e cheia de entusiasmo. Pedro se diz super animado e acredita que o filme tem um grande potencial de atingir muitos lugares, destacando que o elenco de atores estudiosos foi escolhido literalmente a dedo para construir uma obra com a cara do país. “Acho que o público vai ficar muito surpreso no andamento do filme. Buscamos trazer muito da realidade brasileira mesmo, coisas que só tem no Brasil”, pontua o artista. Ele ainda ressalta o capricho estético da produção como um dos grandes pontos fortes do projeto, elogiando a fotografia e a direção de arte maravilhosa, que tornam o resultado final visualmente lindo e impactante nas telas.

Livre, entregue e verdadeiro, Pedro mantém viva a motivação de fazer parte de projetos grandiosos que alimentem sua alma, com o desejo de conquistar novos mercados tanto na cinematografia nacional quanto no cinema internacional.

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