Segundo Lucas Pena, CEO do Grupo Pact Insighs, empresa que ajuda companhias a reduzirem seus passivos trabalhistas por meio de conciliação, esse cenário demonstra que as empresas ainda não conseguem reduzir o risco de judicialização em processos de demissão, mesmo ao introduzir novos fatores de avaliação.
“O índice de materialização, que mede a relação entre desligamentos e novas ações trabalhistas, vem se mantendo estável nos últimos três anos. Isso mostra que as empresas não têm conseguido alterar o padrão de litígios, mesmo quando adotam novos critérios de desligamento. No caso do Itaú, a ausência de alinhamento prévio com sindicatos e de comunicação transparente com os funcionários aumenta a probabilidade de processos individuais e coletivos, envolvendo pedidos de reintegração, horas extras e outras indenizações. Esse cenário reforça a importância de acordos coletivos que definam critérios objetivos e reduzam a chance de judicialização.”
Com o desenvolvimento de análises periódicas sobre o índice de materialização, o Grupo Pact Insights projeta cenários de risco para empresas e oferece recomendações estratégicas. O objetivo é apoiar organizações na construção de práticas de desligamento mais transparentes, equilibradas e juridicamente seguras, reduzindo o impacto de litígios e fortalecendo o diálogo com trabalhadores e sindicatos.
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VICTORIA APARECIDA DOS SANTOS BERNARDES DA SILVA
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