Na primeira noite, Ferr apresenta “Experiência Cura”, concerto de piano solo que convida o público a uma imersão sensorial entre emoção, espiritualidade e transcendência. Um show-ritual que já percorreu palcos no Brasil e no exterior, conduzindo o espectador a um estado de contemplação e autoencontro.
Na segunda noite, o artista sobe ao palco com a banda para o “#UrbanJazzNights”, espetáculo que funde broken beat, hip hop, eletrônico, groove e soul em uma celebração da energia solar, da expansão e da felicidade que nos acende.
Apontado pelo El País como o “garoto estandarte do jazz carioca”, Jonathan Ferr é um dos nomes mais instigantes da nova cena instrumental brasileira, reconhecido por sua sonoridade que combina jazz, neo soul e música urbana contemporânea. As apresentações fazem parte da programação comemorativa do projeto JazzB Instrumental – viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura -, que reafirma a vocação da casa por caminhos autorais e uma curadoria independente.
A temporada também reuniu nomes como Mamokas – primeira banda de pop instrumental formada exclusivamente por mulheres -, André Mehmari com o projeto Choros e Pianos e Guinga ao lado de Proveta, reforçando a diversidade e a vitalidade da cena que o clube ajuda a sustentar.
No coração do centro de São Paulo, entre o concreto curvo do Copan e as luzes do Edifício Itália, o JazzB pulsa como um espaço onde o tempo desacelera. Criado por Maximo Levy em 2012, o clube nasceu como desdobramento do JazzNosFundos, que revolucionou a cena paulistana nos anos 2000 ao transformar um estacionamento em templo da música ao vivo.
“Desde o começo, o foco foi a escuta. Criar um lugar onde o som fosse o centro, não o pano de fundo”, conta Levy. Da acústica à iluminação, tudo foi planejado para favorecer a experiência de ouvir: palco no mesmo nível da plateia, cadeiras voltadas ao centro, bar discreto e um parklet que estende o clima para a rua.
Hoje, o JazzB é mais do que um clube – é um refúgio urbano e cultural, que sobreviveu à pandemia, à especulação e ao streaming. São mais de 200 shows por ano, abrindo espaço para gerações de músicos que tratam o improviso como linguagem e o palco como laboratório. “Já fomos tendência. Hoje somos clássicos – e seguimos em frente, sem perder a escuta”, resume Levy.
Transmitido pela plataforma OhJazz.tv, o som do JazzB alcança ouvintes em Londres, Tóquio, Havana e Sydney, sem abrir mão da atmosfera íntima que o consagrou. Ao longo desses doze anos, talvez essa seja sua maior lição: em tempos de algoritmos e pressa, ainda há quem queira ouvir – de verdade.
SERVIÇO
13 de novembro (quinta-feira) – #UrbanJazzNights (com banda)
https://www.sympla.com.br/
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EDIVALDO CLEMENTINO DA COSTA JUNIOR
junior.assessoriabianco@gmail.com







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