O sedentarismo continua avançando no Brasil e já se tornou um problema de saúde pública que afeta milhões de pessoas em todas as faixas etárias. Pesquisas recentes mostram que 60% dos adultos brasileiros não atingem os níveis de atividade física recomendados pela Organização Mundial da Saúde. Outro levantamento aponta que mais da metade da população, cerca de 52%, raramente ou nunca pratica exercícios. Nas capitais, o cenário é ainda mais preocupante, com quase 48,3% dos moradores relatando não realizar nenhuma atividade física semanalmente.
A falta de movimento tem impacto direto no aumento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes tipo 2, hipertensão, alguns tipos de câncer e complicações cardiovasculares. Estudos também mostram relações significativas entre sedentarismo e quadros de ansiedade, depressão e queda na qualidade do sono. Para especialistas, esse conjunto de fatores acende um alerta urgente sobre a necessidade de repensar hábitos cotidianos.
Larissa Ciodaro, profissional de Educação Física com atuação em diferentes públicos e rotinas, destaca que o problema ultrapassa questões estéticas e afeta não apenas a saúde individual, mas o bem-estar coletivo. Segundo ela, a inatividade física se tornou uma crise silenciosa. Larissa explica que quando grande parte da população não alcança os 150 minutos semanais de atividade recomendados pela OMS, cresce também o risco de doenças cardíacas, perda de mobilidade, tristeza persistente, baixa energia e até redução da expectativa de vida. Ela reforça ainda que cada pessoa pode encontrar uma forma de se movimentar que seja prazerosa e adequada à sua rotina, além de defender políticas públicas que ampliem o acesso a parques, espaços seguros, programas gratuitos e incentivo à vida ativa.
Para mudar esse cenário, pequenas atitudes podem fazer diferença no dia a dia. Caminhar algumas quadras, subir escadas, adotar a bicicleta como meio de transporte ou incluir alongamentos no trabalho já promovem benefícios. Atividades como dança, caminhada, musculação, yoga ou treinos curtos em casa podem se encaixar com facilidade na vida de quem tem pouco tempo. Larissa destaca que o mais importante é começar, mesmo que devagar, e buscar apoio profissional quando possível para garantir segurança, evolução e constância. Ela afirma que além de fortalecer o corpo, o movimento melhora o humor, aumenta a disposição, reduz o estresse e eleva a autoestima, criando impactos positivos que se multiplicam na rotina.
A especialista ressalta que o movimento não é apenas uma recomendação médica, mas uma ferramenta de transformação social e emocional. Cuidar do corpo é também cuidar da mente, das relações e da qualidade de vida como um todo. Para ela, viver melhor passa por escolhas simples, consistentes e acessíveis a todos.
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PATRICK BRYAN FERREIRA NASCIMENTO
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