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Acidentes com fogos de artifício resultaram em mais de 300 internações em 2024

Com a chegada das festas de fim de ano, fogos de artifício se tornam presença garantida nas comemorações de Natal e, principalmente, no Réveillon. O que quase nunca entra na contagem regressiva são os riscos escondidos por trás desse costume tão tradicional. Queimaduras graves nas mãos e nos dedos, lesões com sequelas permanentes estão entre os acontecimentos mais comuns em acidentes envolvendo esses artefatos, muitas vezes por falta de proteção ou pelo manuseio inadequado dos explosivos. 

Dados do Ministério da Saúde mostram a demanda nos serviços ambulatoriais do SUS nos últimos anos, relacionados à questão. Entre queimaduras e lesões provocadas pelo manuseio inadequado, foram contabilizados 103 atendimentos em 2020, 195 em 2021, 282 em 2022, 97 em 2023 e 162 em 2024. Quando os ferimentos são mais graves, o atendimento acaba evoluindo para internação hospitalar, e os números também preocupam. Foram 347 internações em 2020, 339 em 2021, 372 em 2022, 348 em 2023 e 377 em 2024. Nesse cenário, Bahia, São Paulo e Minas Gerais foram os estados com maior volume de casos, reunindo pacientes que precisaram enfrentar longos períodos de tratamento, reabilitação e possíveis sequelas permanentes. 

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Rui Barros, ressalta que a diversão só é segura quando a prevenção vem em primeiro lugar. “Fogos de artifício não são brinquedo e não devem, em hipótese alguma, ser manipulados por crianças e nem próximo delas. Mesmo entre adultos, é essencial seguir todas as instruções do fabricante: acender os fogos longe do corpo, nunca reaproveitar aqueles que falharam, manter distância após o disparo e jamais improvisar com recipientes caseiros”, lista. “A maioria das lesões graves que chegam aos hospitais poderia ser evitada com ações simples. Quando um foguete explode próximo às mãos, o risco de fraturas, queimaduras profundas, amputações e sequelas permanentes é muito alto”, completa.

Predicado Comunicação

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VIVIANE SOARES BUCCI
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